Perante o descalabro empresarial que é a ELECTRA [deficiência na produção e redistribuição de energia eléctrica causando frequentes curtes no fornecimentos nos principais centros urbanos do país] que sábias decisões tomaria o Rei Salomão para repartir responsabilizar – kada kabesa si sentensa. A ELECTRA encontra-se numa situação claustrofóbica, já não consegue suportar: o custo da produção de energia; não tem liquidez financeira; uma boa quantidade de energia produzida é-lhe roubada; os credores (principalmente as autarquias) não lhe pagam as dívidas e por toda esta anomalia cobra uma taxa exagerada pela má iluminação doméstica e pública.
O problema da ELECTRA é tão bicudo quanto a sua solução e a dificuldade da empresa é genética. Tem origem na sua má privatização [o que veio provocar a sua nacionalização depois de longos anos de negociação entre o Governo de Cabo Verde, a EDP - Energias de Portugal e o Governo de Portugal]; durante todos estes anos os credores e os roubos de energia afundaram a gestão financeira da empresa e o Governo pautando pela hesitação de se iria ou não investir na empresa cavou o buraco para além da outra extremidade do problema. E quando quis elaborar a solução para a empresa caiu na armadilha da Constituição que não permite introdução de impostos sem a maioria de 2/3.
Há pouco menos de dois anos das eleições e com o agudizar do espinho do fornecimento energético, o MpD numa cartada puramente eleitoralista ignorou o real problema da situação resolveu chumbar a TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA para catar vantagens nas campanhas eleitorais. A Oposição sem se aperceber hipotecou uma solução também ela autárquica [e sendo o partido com maior presença autárquica o MpD acaba de dar um tiro no próprio pé] porque se a ELECTRA paralisar os municípios terão de encontrar uma resposta que está longe dos seus alcances. Sem o apoio da oposição o governo terá de investimento imediato na ELECTRA para não agravar a situação e segundo para dar um novo fôlego a empresa.
Depois de repartir as responsabilidades há um que é exclusivamente governamental, talvez aqui o Governo pecou por falta de tino estratégico. Devia o Governo longo após a nacionalização apresenta-se uma nova empresa (sem desmantelar a ELECTRA) vocacionada para produção de energia renovável e com a participação da ELECTRA, resolvia dois problemas com uma paulada só: da produção de energia e da supressão das dificuldades financeiras da ELECTRA. Vestindo a capa do Rei Salomão a situação embaraçosa da ELECTRA é da culpa do governo e da oposição.
12 comentários:
esta situação é engraçada...a primeira vez que vejo tanta complacencia com a introdução de um novo imposto...ainda por cima um imposto para resolver problemas criados pelos sucessivos govervos, um imposto sobre um seviço PUBLICO por excelencia, um imposto p pagar as dividas resultante de pura incompetencia e negligencia de vários...mais anedotico é q no meio disso tudo o mais acusado é a oposição...é de rir...um país onde todo mundo anda mais preocupado c a oposição do q com o governo...:-)
deixo a pregunta: isso é sinal q o governo está irrepreesnsivel e como tal para n se estar calado ataca-se a oposição??? ou será mesmo que a oposição é escandalosamente má a ponto de ser a protagonista da actualidade politica?????? cmtos
Anóimo,
É por uma questão de coerência institucional, o MpD não se opôs a criação do imposto do lixo por parte da Câmara da Praia (o que acho útil para resolução deste problema), mas opôs-se severamente contra o imposto da luz (que seria bom para resolver um outro problema municipal).
A privatização foi a única janela de oportunidade para a resolução do problema, que este governo tratou de fechar com grande estrondo. Só por má fé, ou muita falta de informação podes dizer que o problema tem origem na má privatização.
Até tu próprio te contraditas quando dizes que o problema é genético.
António
António,
má fé é dizer que houve uma boa privatização da ELECTRA, o que não é verdade. Privatizou a empresa sem se pensar nas dificuldades e nos desafios futuros. Privatizou-se por privatizar por era moda.
Privatizou-se porque o Estado não tinha dinheiro para fazer os vultuosos investimentos, necessários no sector e havia um clima económico e uma confiança internacional no país que possibilitava aos privados assumirem essa responsabilidade. A restrição ainda existe (a falta de dinheiro), quando às condições económicas favoráveis o actual governo tratou de rebentar com elas.
Que a privatização não foi óptima nem perfeita já todos o sabemos, mas se o problema tem origem numa má privatização gostava de ver esta tua afirmação demonstrada.
António
António,
A ELECTRA antes de ser privatizada tinha um buraco financeiro e pouca sustentabilidade empresarial. E a privatização aconteceu com a base num forte investimento privado e público (EDP-Governo de Cabo Verde) e Governo da actual oposição que no final da segunda legislatura não tinha uma folga de dinheiro não infectou a sua parte; também a EDP falhou no que diz respeito ao montante que devia investir nos primeiros anos. É por isto que a privatização foi má, agravado a situação os municípios e Estado estavam (e estão actualmente) com uma dívida (enorme) pendurada por pagar.
do lixo,da luz, das rodovias...ufaaaa...seé assim que a intelectualidade acha...assim será...PAGUEMOS RIGOROSAMENTE TODOS OS SERVIÇOS PUBLICOS... mais uma vez repito q acho o máximo o facto de termos um país que se preocupa mais com a oposião d q com a qualidade do governo...acho isso delicioso...é mais importante a posição da oposição qto à criação de impostos mil do q a propria atitude de os criar...:-)))) é fatastic:-))))))))adoravel ...o mmo anonimo do comentárioI abraço p todos
Anónimo,
a questão não são os impostos. Se o Estado garantir uma boa qualidade de serviços públicos, eu não me importaria de pagar imposto. Preocupa-me a oposição, o governo e a sociedade civil, posiciono-me quando achar necessário. Desejo que os problemas sejam elas centrais ou locais fossem resolvidos. Sou a favor da taxa do lixo, se isso resolver ou pelo menos atenuar a porcaria da cidade da Praia, assim com a taxa de iluminação. Eu pagaria e sei que o anónimo também pagaria para uma iluminação satisfatória do seu bairro e cidade.
anonimo outra vez:
mas sinceramente, achas q assim como o serviço publico de electricidade está a ser oferecido dá garantias para a criação de mais um imposto...desculpa mas penso que primeiro há que melhorar (e GARNTIR minimamente) o serviço publico e solicitar a contribuição. Não achas que por ex na praia onde 25% da energia é roubada (fornecida pelos funcionarios da electra, diga-se)os outros 75% são de péssima qualidade, a proppria empresa n faz bem ideia onde tem os tubos enterrados...enfimmmu um caos, que por enquanto ser de uma injustiça feroz pedir ao comum mortal q participe...em relação à taxa do lixo acho q é mto emediato ver q uma coisa n tem nada haver c a outra ..saõ dois sectores com estorial de investimentos totalemtne diferentes, para além de um ser um sector à partida deficitário e o outro de altissimos lucros....
como disse a minha empregada (a proposito da cobrança da electricidade proporcionada ao gasto) agó ki tchoma n´furta lus, agó nhu ta bem paga kel ki n'gasta :-))) - abraço
Anónimo,
Eu tenho que acreditar no governo e dar um voto de confiança. Também não podemos viver perpétuamente nesta situação de pisca-pisca. Há que se fazer alguma coisa pela melhoria da qualidade de serviço. De facto o problema de ELECTRA é gritante e extremamente deficitário, é-se necessária uma sinergia de esforço por parte de todos para que se consiga o melhoramento do produto. A situação na capital do país e vergonhosa, para não dizer bizarra.
é q da nossa parte já fazemos muito...pagamos contas elevadissimas para um serviço péssimo...n achas ser, pelo menos por enquanto, ou seja antes da criação de que taxa/imposto for, o suficiente???
abraço
Tenho que concordar consigo, mas teria também de aceitar o discurso "deixe como está, para ver como é que vai ficar". E como está também não dá jeito nenhum, acho. Quanto ao roubo (tinha esquecido de pôr este reparo no último comentário) só com penalização dos infractores.
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