Caso não saiba, a Cidade da Praia é uma urbe cosmopolita circular e com um quadrado dentro. O que isto quer dizer: é que perante um leque de problemas a resolução destas dificuldades − é uma autêntica quadratura do círculo – de difícil resolução. Por isto, os problemas da cidade Capital devem ser visto de um ângulo mais agudo de que as restantes municipalidade do país. Nisto, qualquer programa ou estratégia a desenvolver, devem ser avaliadas de acordo com os resultados pretendidos na lógica de transformação e melhoria do burgo, numa perspectiva de evolução social.
A explicação. A avaliação por exemplo do projecto da colocação de relva sintética nas placas desportivas na época camarária de Felisberto Vieira, embora seja um bom projecto de embelezamento; mas enquanto propósito direccionado para o desporto na Capital, este plano foi um mau projecto. Porque não consegue dar resposta a todas as modalidades desportiva e acabou por extinguir a evolução de outras modalidades nos bairros onde foram realizados. Um exemplo positivo e, até estruturante para a cidade da Praia, do mesmo período camarária, foi o início do calcetamento dos bairros periféricos da cidade. Neste projecto, constam não só: a correcção das falhas urbanísticas e arquitectónicas, como também funcionam e bem para o embelezamento, bem-estar social e no aspecto psicológico da organização social.
Nesta lógica de avaliação, anotando todas as obras de referência da actual edilidade da Praia, presidido pelo autarca Ulisses Correia facilmente se seja a conclusão que excluindo o programa de mini-ginásio espalhados um pouco por toda a cidade e a continuação do calcetamento da urbe. Os restantes programas de Ulisses Correia são de embelezamento sem a função prático e orientado para a estruturação duma cidade de cento e vinte mil habitantes. No plano, por exemplo cultural, embora haja um aumento de actividade, o que não há é uma organização de modo a transformar toda a cidade num espaço cultural dinâmico – capaz não só de produzir (como se tem produzido), mas essencialmente que a Cidade seja um meio de apropriação cultural, a partir da elaboração de programas anuais ou bianual. Há muito que se fala do Bianual da Cidade da Praia.

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